SOU FILHA
DE IEMANJÁ, AFILHADA DE SANTO ANTONIO, PROTEGIDA POR ESPIRÍTOS DE LUZES E
TENHO A BENÇÃO DE DEUS. POR TUDO ISTO
SINTO A ESPERANÇA SE RENOVAR A CADA
INSTANTE E ELA VEM ACOMPANHADA DA BRISA SUAVE DO AMANHECER, DAS CORES DOS RAIOS
DE SOL, DA CERTEZA QUE A HARMONIA, A AMOROSIDADE, O BOM HUMOR, A FÉ, O RESPEITO
AO PRÓXIMO, A ALEGRIA E O DESEJO DE MUDAR PARA MELHOR SE
FAZEM PRESENTE NO MEU A DIA, A CADA INSTANTE QUE ME DEPARO COM A GRADIOSIDADE
QUE ME CERCA, ASSIM A ESPERANÇA PARA MIM É ALGO PALPÁVEL, QUE POSSO ALÉM DE
SENTIR, TOCAR, OUVIR NO SILÊNCIO DAS MADRUGADAS OU QUANDO TOCA UMA MÚSICA QUE
FAZ CORAÇÃO SORRIR.
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sábado, 5 de fevereiro de 2011
domingo, 23 de janeiro de 2011
Não passam as dores, tb não passam as alegrias
Amigos,
Escrevi este texto no fim do verão do ano passado, não sei exatamente a data, provavelmente na primeira quizena de março, e só hoje resolvi postar.Pq? Tb não sei, apenas me deu vontade.Bjos
“Não passam as dores, também não passam as
alegrias. Tudo o que me fez e faz feliz ou infeliz serve pra montar o
quebra-cabeça da minha vida, um quebra-cabeça de cem mil peças. Aquela noite
que eu não parava de chorar, aquele dia que eu fiquei e fico caminhando sem
saber para onde ir, aquele beijo cinematográfico que eu recebi, aquela visita
surpresa que ele me fez, a bronca do meu pai, a demissão injusta, o acidente
que me deixou cicatrizes, tudo isso foi e vai, aos pouquinhos, formando quem
sou Eu. Não há nenhuma peça que não se encaixe. Todas são aproveitáveis. Como
são muitas, Eu posso esquecer de algumas, e a isso chamo de "passou".
Não passou?! Está lá dentro, meio perdida, mas quando Eu menos esperar, ela
será necessária para que Eu possa completar o jogo e me enxergar por inteiro.”
Martha Medeiros
Ao ler este texto me identifiquei de imediato e para ser sincera depois do dia 25/09 após 4 anos e
5 meses de voltar andar normalmente, tive novamente uma fratura no mesmo fêmur
esquerdo e passei pela 18ª cirurgia resolvi acrescentar algumas palavras....As
dores na minha alma, causadas pelo acidente e por tudo que deixei de fazer a
quase 21 anos atrás voltaram com uma força extrema e inesperada, por mais que
eu não quisesse senti-las. E o que mais me doeu foi ver nos olhos de meus pais,
minha irmã e meus leais escudeiros a mesma dor vista há tanto tempo. Hoje estou
mais madura e a minha Fé é mais forte, tenho a certeza que Santo Toinho (olha a
minha intimidade com o santo..), Meu anjo da Guarda e vários Espíritos de Luz
estavam do lado na hora do incidente do dia 25/09 e não permitiram que
acontecesse algo pior e colocaram no meu caminho pessoas iluminadas que me
trataram e ainda me tratam além das técnicas e formalidades médicas e agradeço
por isto, mas também não posso negar a minha dor, os meus questionamentos sobre
a necessidade de passarmos por todas as dores de novo, sim, para as dores
físicas toma-se remédios e elas ficam suportáveis e as dores na alma, na minha
e todos que me amam, o que fazer? Como fazer para diminuí-las, torna-las
menores?
Sim, Martha Medeiros tem
razão quando afirma que as dores não passam nem as alegrias, que ficam
guardadas e quando menos esperamos e tenho dúvidas, quando mais necessitamos
elas voltam. E eu só gostaria que as dores não assumissem uma dimensão tão
grande, ou talvez seja eu que dê esta dimensão. Sei apenas que não está sendo
fácil, que inúmeras vezes tive a nítida
sensação que minha força estava se esvaziando, mas como sou teimosa, cabeça
dura, coração mole, e faço sempre a opção
pela alegria, por valer está viva, a força volta e se junta novamente a
Esperança, que pode ser frágil, porém impossível de ser destruída, a Fé que a
cada dia se faz mais forte e consciente, ao Amor das pessoas que sempre
estiveram comigo e de alguns novos amigos( muitos que nem conheço
pessoalmente), mas que me enviam mensagens e vibrações positivas. Por tudo
isso, sou uma credora incondicional que estou tendo uma nova chance perante o
mundo para fazer as mudanças necessárias na minha vida e seguir a minha missão,
ainda estou descobrindo qual é, mas seja ela qual for, eu seguirei de com o
Coração e a Alma abertos e fazendo sempre o melhor de mim.
E
que venham mais Alegrias que Dores e que Eu me torne capaz a cada dia de lidar
com cada uma delas, que chore quando
sentir o doce sabor das coisas boas, de medo, vergonha, de tristeza, ao
Perceber como Vale estar Viva!! E de como sou privilegiada, afinal escolhi
nascer na família ideal, do tamanho justo da minha forma de ser, pelos
amigos-irmãos que também escolhi e por àqueles que me escolheram e eu aceitei,
por àqueles que ainda virão e farão parte do meu caminhar nem sempre sereno,
calmo ou iluminado, mas sempre divertido, e repleto de verdadeiros sentimentos.domingo, 26 de setembro de 2010
Eu, Giulia Maria
Tenho 42 anos. Sou filha de Yemanjá, Afilhada de Santo Antonio e Protegida por Espíritos de Luz e tudo isso com a Benção de Meu Deus.
Metade da minha vida passei com dor.Dores físicas causadas por um atropelo que deixou sequelas. Minha perna esquerda mais curta 8,5cm e joelho esquerdo sem flexionar por quase 17 anos e dores emocionais por ter sido obrigada a deixar de dançar ballet, jogar capoeira, ir e vir sem necessitar da ajuda de ninguém, o preconceito declarado, o olhar de pena das pessoas e o preconceito velado e o pior VENCER o meu próprio preconceito. Mas, também sei que meu pai possui uma fé inabalável, minha mãe uma força extraordinária, minha irmã e meus amigos( leiam, leais escudeiros) um amor enorme por mim, que fui capaz de iniciar trilhas na Chapada Diamantina, me formar em Pedagogia, redescobrir o Amor e pude confirmar que Deus, Meu Anjo da Guarda e os Espíritos de Luz me carregaram no colo, me deram e dão colo e ombro para chorar e sorriem comigo e gargalharam com meu coração quando passei por cada dor, cada obstáculo, cada mudança me tornando um ser humano melhor, tenho muito que agradecer a esta metade da minha vida e a outra metade que teve início no dia 18 de novembro de 2003 com o conserto das sequelas já está sendo com certeza muito melhor, muito mais iluminada do que a metade anterior. É sobre a minha história de superação e ter o céu como limite, que resolvi criar este blog.
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